sexta-feira, 9 de março de 2018

a discussão política está amordaçada na comunidade... e a reflexão sobre a sociedade nacional paralizada em toda parte – inclusive no petê... o que será???


A tese das "três estruturas" foi apresentada no livreto com o mesmo título [2012] com a finalidade de se tentar descrever e compreender a evolução da sociedade ocidental até o final do séc. XIX... A partir desse momento, casas financeiras assumem a hegemonia sobre todo o conjunto político e econômico, em todas as nações ocidentais... As políticas imperiais e econômicas das nações, a vida interna das nações, não podem ser compreendidas no séc. XX, caso esta nova "classe no poder" não seja detectada... Por nossos acadêmicos, por nossos esquerdistas, e jornalistas que não devem falar de "conspirações"... E esta nova casta internacional é algo bem diferente do que as classes burguesas em cada país...

Com novo sub-título de "Estudos sobre a Forma Imperial do Capitalismo Financeiro no séc. XX", este livreto está revisado e ampliado para segunda edição.

Veja aqui a apresentação do livro ao final da página:
virtualpolitik.bravehost.com/index



Rua Nova Aurora = = seguindo para Bocaina dos Blaudt = = >> Desde 2013 as especulações conspiratórias formaram espessas nuvens obscurantistas em toda a região = = >> o problema é que hoje em dia o pessoal "não lê nada" ... = = >> A força dos raios do sol e dos ventos deve ser maior que o peso das nuvens = = >> pois sim??

De início, as 3 principais Formas Antropológicas que constituíram a civilização Ocidental seriam: a Nação... o Estado... o Modo de Produção...
Porém a Religião também poderia aparecer como estrutura primária... (Uma civilização, ou cultura, poderia ser organizada pelo hedonismo, pela arte, por pajés, assim por diante...)


A Tese das 3 Estruturas

Uma proposição razoável é a de que as análises de Karl Marx sobre o modo de produção (a economia) como sendo uma organização básica (estrutura), sobre a qual as formas ideológicas, jurídicas, institucionais vêm como “apoio”... (como super-estruturas) – são o primeiro exemplo consistente de estruturalismo sociológico no Ocidente.
Nestes termos, há uma renovação generalizada nas ciências humanas, em que são superadas as leituras funcionalistas, utilitaristas, e de economicismo simples. Muito mais que um simples “método científico”, a leitura marxista é uma filosofia da história: as formas de consciência, subjetividade, ideologias, são determinadas pelas condições materiais de existência... E estas determinações se mostram bem mais complexas que aquelas indicadas na filosofia do sujeito e da razão “autônoma” da revolução burguesa (Esclarecimento, séc. 18).
Nesse caso, o que se tem como Marxismo seria esta consideração permanente de que a economia/modo de produção/divisão social do trabalho, é aquilo que se compreende em primeira instância, para a determinação de todos os outros fatores sociais. O Marxismo, contudo, nestes termos, pode ser uma visão adequada apenas para os sécs. XIX e XX...
Quando assistimos a história da humanidade inteira, antes que esta ingressasse no período de modernização capitalista no séc. XIX, a leitura mais provável é a de que o poder militar (consequência, depois causa, das guerras) seria de fato a estrutura primária. E, nessa nova forma de compreensão, o Estado, as normas jurídicas, as lendas, os valores e dizeres corriqueiros... aparecem como Formas Sociais de apoio, de modo curiosamente equivalente à proposição marxista inicial.
Ao longo de toda a história, até este momento, a fundação e ordenação dos Estados foi consequência da vitória na guerra, do estabelecimento de cada nação como resultado de guerras regionais (ou tribais). Conforme a tese apresentada, os vencedores, uma vez dada uma união nacional, fundam seus estados governantes segundo uma arte inteiramente diferente daquela da guerra: os estados, inicialmente aristocráticos, devem agora servir aos interesses de produção, estabilidade, convívio, requisições e gratidão, etc. Sem dúvida a exploração entre as classes está presente, porém a governância passa a ser desejada como tal, por todos aqueles que agora vivem em estados nacionais constituídos.
Contudo, com o advento da sociedade capitalista, o Estado é capturado por uma nova classe, que não controla generais e soldados, mas controla a economia. A classe burguesa propõe seu projeto de República, de razão liberal, de democracia eleitoral. Se o projeto liberal fosse levado a todas suas consequências, a exploração das classes trabalhadoras seria levada ao máximo de negociações e humanismo. Como esse projeto nunca se realizou (devido a sua formulação idealista, apontado em Marx) naturalmente é a razão marxista que se torna previsível. Seja pelo conflito de interesses, ou mesmo guerra, entre as classes, a república liberal seria substituída por uma república planejadora da produção. Ou, da mesma forma, em função de negociações e democratização continuada na sociedade.
Uma outra hipótese previsível para a sociedade burguesa seria a restauração aristocrática, através da guerra... Nesse caso, os caudilhos bonapartistas, e os arroubos fascistas, representaram a nostalgia dessa possibilidade, na forma do pseudo-aristocrático.
Todavia, o que não foi previsto, a classe capitalista, com sua capacidade de centralização e organização da produção, teve todos seus valores, sua política econômica, suas Repúblicas, capturadas por uma nova classe, que aperfeiçoou os próprios métodos da burguesia, contra ela mesma...!



Maforte e Montanha da Boa Esperança ao fundo

A tese das três estruturas pode ser assim resumida:
1) O Poder Militar: Finitudes implicadas na guerra, na exclusão, na inclusão, e no comando; a origem das nações; relações entre clãs e tribos. Nação, nacionalismo; imperialidade, imperialismo. A primeira estrutura como o inconsciente político: fazer morrer e fazer nascer; genética guerreira e genética amorosa.
2) A Formação do Estado: o Estado de uma Nação como estrutura social ao longo do tempo.
3) A Finitude Econômica: A política como função das formas sociais de produção; significado da interpretação marxista até nossos dias.

A tese histórico-antropológica no livreto mencionado é apenas uma sequência de anotações acadêmicas, e não tese universitária, uma vez que sua função é a de um manual para ação politica, para partidos e jornalistas. A maior parte do texto é dedicada ao Cenário Empírico, onde se descreve a formação da classe financeira dentro do capitalismo do séc. XIX, assumindo uma característica de classe feudal-despótica, e que ascende a partir da forma burguesa em função de sofisticados meios financeiros, técnicos, de inteligência, militares, etc.

Veja aqui o trecho sobre a formação da casta dos Banqueiros:
governo-washington.blogspot.com/02-money_control

E aqui o adendo de Eustace Mullins para a nova edição, com o comentário sobre A. Hitler:
http://www.virtualpolitik.bravehost.com/o_chanceler




a montanha da Boa Esperança [Boa Vista, ao fundo na foto anterior] é uma montanha dupla, em que o pico maior, com 1.980 m. alt., parece estar colado ao outro monte cônico em frente [1.850#?]... entretanto, eles estão a 2 km de distância um do outro!! ... ilusão de ótica, pois não??
nesta foto, o pico maior está no círculo amarelo, e o pico menor é o cone que aponta p/o canto superior esq. da foto... entre os dois há uma planície, por onde passa uma estradinha que vem do alto do Macabu, e desce p/o Sana... ao fundo esq. se vê a descida do Macabu p/ Boa Esperança... o despenhadeiro p/o Sana que domina a foto tem mais de 1.200 m. de altura!


A Nação e o Estado

1) Quando uma Nação surge, se estabiliza, supera a violência das guerras inter-tribais, os representantes do poder nacional dão nascimento ao Estado da nação... De início estas duas estruturas antropológicas compõem uma mesma realidade. Entretanto, com o tempo o Estado da nação se desdobra em sua vida interna: por maior que sejam os conflitos internos, os conflitos de classes, etc, o Estado surge como necessidade de estabilidade. Sendo despóticos os governantes, ou benévolos, a necessidade de mediação e estabilidade é uma demanda social, coletiva. Há um limite para os governantes despóticos uma vez que sua violência pode resultar em sua destituição... Em caso de guerra civil, não apenas o Estado é reconstruído, mas a própria nação morre para nascer de novo. Ou seja, a Nação como o resultado da vitória alcançada num concurso de guerras, e o Estado, não são apenas o resultado dos desejos, das ambições ou anseios dos povos: são estruturas sociais que levam os indivíduos, reis, generais, políticos, soldados, à ação, sem que eles tenham plena consciência do que fazem. A demanda surge no conjunto social, antes que os indivíduos decidam o que fazer a respeito.

2) Na formação da humanidade que nós conhecemos [limite empírico] sempre há uma sequência em que as nações surgem como resultado dos acordos, vitórias e derrotas na guerra. Em seguida, os chefes militares assumem casas reais e passam a ser estadistas. É a origem da noção de aristocracia (nobreza). Caso sejam capazes de formar um Estado mediador dos conflitos internos, obtendo reconhecimento ou admiração nas camadas sociais, o Estado passa a ser o reiterador, o garantidor da Nação. Se os novos reis forem arrogantes e desiguais, eles serão derrubados, o Estado será destruído, e com ele a própria unidade da Nação. 

3) Contudo, para a análise das Nações e seus Estados que se originaram a partir das colônias européias, essa sucessão adquire aspecto diferente. Em cada caso, são os Estados formados nas colônias (vice-Reinados) que recebem o encargo de criar a nação a partir dos Estados.



Rio Macaé
próximo à
nascente











4) Sendo uma colônia, o Brasil-Nação não foi fundado no séc. 16... Apenas, como integração dos rincões distantes, a unidade nacional é um feito militar dos portugueses. Porém a unificação dos povos e culturas aqui necessitaria de uma ação cívica: e esta fundação do Estado Nacional nunca se concretizou de forma eficaz. O Brasil ainda é expectativa, anseio; é como se fôssemos ainda uma Portugal-2... Tentando “pagar sua grande dívida” para com os africanos deportados para a escravidão [tema da historiadora Moritz]; e da mesma forma, em relação aos descendentes indígenas.
É a verdadeira mesclagem dos tipos raciais, ou étnicos, ou dos costumes, que não se realizou até nossos dias. Na História européia, a mistura das tribos e das etnias se dá antes da formação das pequenas e grandes nações. Seja pela guerra ou convívio, o surgimento dos sentimentos de identidade nacional se dá quando o processo dos casamentos inter-genéticos já está bem avançado; ou seja, certos tipos que aparecem como “raças” são resultado híbrido mais ou menos padronizado e feliz de “raças” diferentes em contato por gerações.
Na colônia Portugal-2 a mescla mais feliz entre os três tipos de descendentes se deu somente em parte: algumas vezes à revelia do Estado; em alguns momentos, como resultado de providências estatais.

Por ex., como consequência da “Lei Áurea”, que ficou incompleta... A Princesa de então foi destronada antes que aprofundasse suas “reformas”... Também como consequência da “carteira de trabalho” getulista, que criava integração e mobilidade social, assim como o “abrir estradas” da era JK, quando as populações periféricas se aproximaram dos descendentes europeus no litoral.
Com o “bolsa-família” do PT faltou curiosamente uma Princesa em Brasília, para avançar o processo de integração, oferecendo às camadas populares, além da merenda, certas orientações cívicas e culturais, que devem preceder os atos e decisões políticas e eleitorais... e negociando com a classe-média, oferecendo mediação para que eles não se sintam “orfãos políticos”, recaindo no fascismo, e aprofundando, ao invés de diminuir, o fosso entre as classes.

Entretanto, a cada nova fundação do estado nacional, Portugal-2 não se constitui devidamente como Brasil. A vinda de João VI em 1808, e a apressadíssima fundação de Pedro I, em quase nada contribuíram para a formação autêntica de um sentimento de nacionalidade (mais ainda, de fidelidade, etc; foram muitas as revoltas regionalistas).
[Pedro I poderia ser “Rei”, jamais “Imperador”, ficando a morar no Brasil, sem abdicar... é um milagre a continuação da Monarquia, quando uma República capitaneada por José Bonifácio seria mais natural].
O Reinado de Pedro II é somente o primeiro sinal de um Estado Nacional em projeto. Se as iniciativas providenciárias prometidas pela Princesa Izabel (junto a outras medidas de interiorização da cultura, etc) tivessem ocorrido, talvez a nação Portugal-2 tivesse alcançado a “transmutação” Brasil... Entretanto, o retumbante fracasso político do autoritário e deslumbrado Marechal Floriano; a República Velha (não constituída pelos Liberais brasileiros, que só foram convocados nos anos 20); a política ultra-classista dos latifundiários de Portugal-2 (e eles souberam bem modernizar sua capital, com bela imagem internacional...) deram ao estado nacional brasileiro essa aparência de monstrengo burocrático, incompetente, lerdo...

Ainda assim, é necessário ressaltar que são inúteis as anedotas usuais sobre os desacertos e truculência na colonização portuguesa... em nada diferentes de seus pares franceses, espanhóis, ingleses... P. ex., quando na antiga ilha de Hispaniola a população de escravos era de 10 africanos para cada francês, quando então os franceses foram derrubados e fundado o Haiti como nação... Quando se compara com o desencontrado destino da França bonapartista... Quando se observa em todas as casas européias o irresponsável hábito do casamento combinado de princesas de 10 anos com príncipes de países distantes (dando nascimento a personalidades traumáticas)... quando vários governantes monárquicos “enlouqueceram”, ou perderam o controle, durante suas vigências, etc.
Depois da interrupção desastrada do processo de construção nacional ocasionado pela proclamação republicana em 1889 (quando o Marechal Deodoro era, ele mesmo, contrário a essa idéia), é a Revolução de 1930 o reinício da construção de um Estado que pudesse de fato integrar a sociedade nacional brasileira. Infelizmente para todos os países, em formação, ou antigos, o período da segunda guerra e guerra fria, e os extremismos no campo político internacionalizado, não permitiram a estabilização dos diversos estados nacionais, sob qualquer uma das bandeiras, seja liberal ou democrática, seja conservadora ou republicana, reformista, social-democrática, socialista, etc.
É nos anos 50 que novamente a República Brasileira encontra sua vocação natural, providenciária, sob uma noção sadia de “desenvolvimento” econômico, e com liderança internacional. Novamente, são as contradições persistentes da guerra-fria que interrompem tragicamente esse processo... Nesse caso, é exatamente a política internacional do capitalismo financeiro que se impõe sobre nações e estados, para agravar as contradições e guerras...

As questões de unidade e soberania na formação da nação brasileira não podem ser separadas deste histórico que indica a necessidade de um Estado de caráter providencialista, sem o qual nossa sociedade não concluirá o processo de integração, identidade, auto-confiança, capacidade produtiva, reconhecimento diplomático internacional, etc.
As expectativas de desenvolvimento, democracia, republicanismo, justiça social, assistencialismo não serão realizadas sem o assentamento de uma República capaz de planejamento econômico e controle da emissão monetária -- isto é, muito mais que meramente justiceira, assistencialista, ou promotora do “progresso econômico”, no sentido habitual, estreito, das “taxas de crescimento”... É a própria sociedade brasileira que não possui por si só os condicionantes para que estes valores sejam realizados.




igrejinha de
Macaé de
Cima



sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Quando as Questões da Formação e do Programa São Esquecidas e a Vida Social se Torna Decadente



Núcleo Colonial 61, construção de 1926. Os primeiros colonos suiços chegaram em 1819. Depois vieram os alemães em 1823.
As terras friburguenses se revelaram frias e ruins para a agricultura, e os colonos foram se transferindo na direção da Vargem Alta, São Pedro e Lumiar.







prezado leitor: o blogue San Pedrito en la Sierra, que é da serra fluminense... suiça e friburguense!... tem o prazer de apresentar a tese cosmopolita e histórica:


= = A Questão do Programa = =

Esta Tese estava alojada no blogue do Carvalho, mas fica transferida para este blogue do Largo do Estrêla, por ser este Largo também bastante histórico e internacional. Práticas anarquistas aqui mencionadas tomaram corpo por um tempo, nos anos 90, neste corajoso povoado... Como sempre ocorre com vivências de teses anarquistas, elas trouxeram de início doçuras e alegrias, até quase o fim da Década... depois as teses perderam a força, se tornando obsoletas... em face dos problemas advindos da pura Ordem Social!!

TESES PARA FORMAÇÃO PARTIDÁRIA











A tese do PROGRAMA diz respeito à realidade histórica e objetiva -- e não às teses em si, como credo, aposta, proposições ideológicas.
Em toda parte, o que vemos em nossos “militantes” é a ânsia idealista de apresentar teses: justicialistas, democráticas, republicanas... como valores-em-si, de iniciação... porém as correlações não são obtidas para efetuação nas condições reais da sociedade, nas formas estatais, jurídicas, institucionais.

A política mais necessária no momento, seria esta política que tem um corpo e uma feição marxista-leninista, porém esta política considera uma série de “aberturas e leituras” para as teses (as práticas) de social-democracia e de anarquismo.

As análises dos intérpretes marxista-leninistas sobre as passeatas populares de Junho de 2013 demonstraram exatamente que a interpretação marxista-leninista é a mais objetiva:
Todavia esta pode sempre se enriquecer com as possibilidades criadas nos campos anarquista e social-democrata. As proposições provenientes dos campos anarquista e social-democrata, por sua vez, nada realizam de prático, quando desconhecem as lições da história e as teses mais abrangentes já formuladas no séc. XIX a partir do que se considera o socialismo marxista (o que seria o sentido da “Esquerda”).

Três vertentes seriam vertentes naturais da HISTÓRIA OBJETIVA -- com as quais é preciso trabalhar: E nesse sentido ainda como Convergência Socialista...
1) Marxista-leninista: entender que o Estado é determinado, que a política não é o “governo-e-estado”, que só o apoio da massa produtiva e dos soldados permite a mudança, que as condições materiais de existência e de propriedade privada determinam as relações sociais, que a condição de classe determina a política, etc = que a espontaneidade das massas, o clamor por “justiça e democracia”, não são suficientes; é necessário se ter quadros e formação para liderar os movimentos de massa segundo ESTUDOS OBJETIVOS de História.
2) Anarquista: lidar com as massas espontaneamente, no estado de consciência em que estão, agir localmente, porque o Estado está demasiado distante, ou é demasiado opressor, aceitar o hedonismo, o improviso, não considerar as instituições vigentes...
Como “comunitarismo” o sentido anarquista estará sempre presente [Anarquismo intuitivo... Anarquismo peq.-burguês... Anarquismo de direita...].
Porém, no longo prazo, vale a crítica dos comunistas: A sociedade não vive sem um Estado organizador.
3) Reformismo, social-democracia [ainda: democracia-burguesa, trabalhismo]: Quando as condições cívicas e civilizatórias, humanistas, de uma sociedade fazem com que o estado republicano burguês ofereça muitas oportunidades de avanço sistemático EM DIREÇÃO AO ESTADO SOCIALISTA = o processo revolucionário é substituído por um processo constante de formação da maioria socialista, caso haja um estado reformista disponível para isto, etc.

Nos exemplos históricos desde o século XIX é a razão marxista-leninista que permite as revisões históricas mais abrangentes -- Porém, esta por sua vez requer constante Revisão:
O advento do Capitalismo Financeiro como nova forma de classe e de poder: A Mais-Valia contida no poder privado de emissão da moeda ofereceu aos capitalistas financeiros a oportunidade de sobrepujar o capitalismo industrial-comercial desenvolvido pelas classes burguesas européias e norte-americana.

A hegemonia do capitalismo financeiro distorceu a relação entre classe empresarial e proletáriado – entre a classe pequeno-burguesa e estas duas, etc.
As contradições foram neutralizadas: A perpetuação artificial das condições econômicas do capitalismo industrial e comercial, de feição imperial, colonialista, militar – promovida pelo Cap. Financeiro – distorceu o desenvolvimento das sociedades, impondo o “crescimentismo” e o “inchaço”. Como consequência, as classes proletárias eventualmente organizadas, as classes burguesas nacionais, e pequeno-burguesas, ficaram destituídas de seus programas políticos habituais ao longo do séc. XX, inclusive devido ao fascismo, às guerras, golpes de estado, etc.
virtualpolitik.bravehost.com

As proposições políticas contemporâneas não conseguem pensar o ESTADO adequadamente.
Por estas razões é necessária uma revisão das três vertentes políticas históricas mencionadas.























No séc. 18 Lumiar era um pouso para descanso e abastecimento para as tropas que vinham do litoral, subindo ao longo do rio macaé, como caminho alternativo para terras mineiras, onde se encontravam o ouro e os diamantes. Já no início do séc. 16, os portugueses se utilizavam dos portos de macaé, búzios e cabo frio, onde instalavam fortificações e feitorias.
É provável que muitas tropas tenham atravessado por lumiar e são pedro em direção à praça friburguense do Morro Queimado... E dali para Cantagalo, na corrida para o ouro e pedras preciosas de minas durante estes séculos.
A lenda do Mão de Luva, nobre e cortesão dissidente que teria se transformado em contrabandista de ouro, que teria cruzado pela rota do rio macaé ao final do séc. 18... deve ser uma das muitas estórias da avidez pelas riquezas minerais deste período.




O Mão de Luva teria utilizado as grutas da pedra riscada para esconder seu tesouro











A partir de Lumiar, como uma povoação que já deveria existir bem antes de sua fundação com esse nome no início do séc. 18, as trilhas conduziam:
1-- até mury: acompanhando córrego santiago, e via serra dos núcleos coloniais 60, 50;
2-- até o centro da praça friburguense, via vargem alta e braunes;
3-- até bom jardim, via santo antônio, e trevo de barra alegre.

Américo Vespúcio
Como piloto e comandante de uma das naus na expedição portuguesa [1501-1502] em que ele veio ao brasil pela primeira vez, Americo Vespúcio relata a descoberta de todo o litoral desde o sul da Bahia até Cabo Frio, e dali até pelo menos o Rio da Prata e Ilhas. Eles haviam se encontrado com a frota de cabral, que retornava da índia, no porto de Senegal; e com as informações certas, vieram dar no nordeste, e em porto seguro, onde cabral deixara um marco. Em seguida descobriram as enseadas formosas e convidativas para as naus entre búzios e cabo frio... Este passou a ser um local de referência para todos os navegadores, porque a costa do continente aí se volta para oeste, e os navegadores sentem o vento gelado da antártida.
Ao longo dos séculos houve muitas disputas sobre as versões que Vespúcio dá em suas cartas, com a descrição das expedições em que participou, como cósmografo, ou piloto, ou comandante. O termo Cabo Frio passou a designar ora os dois promontórios [búzios + arraial do cabo], ora toda a região até a Guanabara [divisada por esta expedição em 01 jan de 1502].

Em sua segunda expedição portuguesa [1503-1504] Vespúcio diz que eles ficaram no Cabo Frio durante 5 meses. Fizeram feitorias, e exploraram a região, com guias índios, num arco impreciso de uns 100 km ou mais... Esta região explorada deve incluir o entorno da lagoa de araruama, e a encosta da serra do mar por onde desce o rio macaé em casimiro. [E não a guanabara, segundo teses divergentes].
A guarnição desta primeira feitoria deixada pelos portugueses teria sido dizimada pelos tamoios; em 1556 os franceses tinham relações amistosas com os tamoios locais. Mesmo assim, a região permaneceu sempre fortificada e com portos controlados pelos portugueses. Em 1618, depois que o governador da capitania Constantino Menelau expulsou com sua esquadra um entreposto de ingleses e franceses, o governador-geral do Brasil aprovou a reconstrução do Forte de São Mateus, na entrada da lagoa em Cabo Frio. Nesta época, aquele porto era um dos principais escoadouros da produção agrícola e extrativista.
A se considerar que os caminhos eram escolhidos na medida em que os colonizadores conseguiam instalar seus povoados, este caminho de subida pelo rio Macaé deve ser um dos mais antigos na colonização...

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Saudades de San Pedrito






















São Pedro da Serra, Sétimo Orgulhoso Distrito da Paz do Universo, porém
invadido por humanóides








São Pedrinho Não Merece
Nos anos 90 muitos colegas e camaradas atentos se reuniam em San Pedrito Friburguense, tentando organizar uma certa cultura comunitária, a qual deveria ser, igualmente, uma “cultura de resistência” ante a avanço implacável do capitalismo selvagem e do controle mental exercido pelo monopólio globo & associados.
Naqueles anos as palestras foram muitas, com gente honesta tentando trazer para os conhecimentos de história e ciências aquelas informações que apontavam uma realidade "alternativa", ou para uma "nova era"... Ou seja, durante uns dez anos nós conseguimos afastar esta cultura opinativa e deslumbrada, de esoterismo-pop e auto-complacência...
Entretanto, quando menos se esperava, vieram as hordas da auto-ajuda e as claques egocêntricas de artistas-turísticos, invadindo em massa a paisagem do lugarejo, já outrora destinado a “toda paz do universo”...!
[=>]


Largo do Estrela (praça blaudt)












Eis que as hordas [que desejam boa gastronomia] e a claque artística desletrada [que para eles trabalha] trazem sua anti-cultura para São Pedro da Paz do Universo: Embrulham seu imaginário provinciano de espectros mal identificados por sobre os conteúdos históricos de incontáveis civilizações de humanos afáveis, muito bem educados, e com milhares de anos de experiência;
[Veja-se como exemplo o pretensioso auto-repórter da self-ajuda Jony, que não entendeu "nada" a respeito dos programas secretos em Marte.]
Como guris arrogantes, atribuem o conteúdo pop-neurótico das "pesquisas-ufo" que estão em suas mentes de belzebús-da-midia, justamente a todos aqueles que neutralizaram esta campanha ufológica esotérica e de auto-ajuda complacente promovida pela fanfarra alienante da mídia escravagista -- a qual vocês servem como Carneiros...





Yoran 2003








=> 15 Jul / 1980 – Manhattan =>
“Ah sim, nós todos estamos cientes dos desejos dos amigos que são bastante merecedores,” respondeu Argus. “Nós encontraremos o jeito e a oportunidade, embora não seja assim tão simples. Existe um milhão de outros amigos assim em torno desse mundo que são dignos de serem considerados para contatos. No meio tempo nós temos que lidar com milhares de atividades e questões militares, políticas, de meios de comunicação e da oposição numa escala global na medida em que elas se apresentam, isso para não mencionar a logística interdimensional e diversos outros fatores. E contudo há apenas um punhado de nós designados aqui, enquanto que as coisas vão se tornando cada vez mais agitadas. Mas nós vamos tentar fazer o melhor para todos aqueles amigos pesquisadores.”

=> 11 Mar / 1982 – Key West, Florida =>
“A Operação Fim do Mundo – Primeira Fase está completa”, Argus continuou. “Todo o pessoal aqui logo estará indo para casa, de modo que possam estar de volta em setembro desse ano para a Fase Dois. Eu aqui estou me referindo à mais pesada frota jamais reunida próximo ao planeta Terra. O propósito foi o de contrabalançar a deformação exercida pela atração gravitacional cumulativa do alinhamento planetário, conhecida como Efeito Júpiter.
“Coordenada pelo Comandante Spectron, o representante não oficial dos Guardiães junto à Federação – esta operação de contrabalanceamento foi um projeto conjunto da Federação, com a participação de muitas centenas de naves completas com pessoal operador entre especialistas vindos dos mundos mais afastados.
“Além disso, a crise do Efeito Júpiter vai durar até meados de 1984. Por uma questão de sorte para os de vocês, o Conselho dos Guardiães decidiu comprar um pouco mais de tempo para o Planeta Terra, sendo esta a razão para a presença da Frota da Federação para o contra-efeito parcial. Contudo, o fim inevitavelmente está chegando – não o fim do mundo, mas o fim de uma era – o que significa um momento qualquer a partir de meados dos anos 80 em diante, mas o mais tardar antes que este século esteja terminado.”

=> Esu Kumara, 05 Fev / 2005 =>
“Bem, de fato, a Terra não teve um bom desempenho nesses últimos 26.000 anos, e haveria mesmo de retroceder um grau, porque seu progresso foi muito pobre. Caso seus amigos inter-espaciais não tivessem feito uma intervenção logo após a 2a guerra mundial, o planeta teria feito um deslizamento, ao girar em órbita, e muito pouco da vida teria sobrevivido. A Terra (com isso) teria necessidade de que nova vida fosse semeada, o que incluiria, provavelmente, corpos novos para suas aventuras evolucionárias.”

nebadon.bravehost.com

9) Cada uma das narrativas parece rica e completa por si mesma, mas tudo indica que as fontes não pertencem ainda a uma realidade unificada...
10) Depois das guerras galácticas mencionadas [nos relatos de Magocsi, Zoosh, Nidle], todas as linhas evolutivas podem ainda estar convergindo para a unificação -- neste período cosmológico em Nebadon -- !!
























E aqui em nossa terra, eu procuro alguns dos colegas
de 35 na Espanha. É como se fosse um filme, insano e correto.
Das espadas gaulesas, do bronze latino. Da ordem constituída
das cerâmicas em preto e branco no Louvre,
nos jarros do quinto século antes da Era.
O que seria para eles o quarto século das Olimpíadas.
Ancestrais que renascem. Nos museus da academia de Portugal,
o Tempo Infinito foi posto a julgar. Sucessão dos gritos
que clamavam pelo humano. Os Senhores da Terra
se acautelaram, articularam estados e repartições.
Promoveram duas guerras na Europa.

Em seguida, a procissão dos artistas do romântico espatifado.
Belvedere de Buñel. Bombas de arte no comércio.
Depois, sonâmbulos. Nossa Academia
novamente foi Igreja. Os artistas passaram a trabalhar
sob contrato, os sambistas pertenceram a categorias.
Nossos heróis foram pré-moldados. Postos
em órbita a girar.





















Poderosas labaredas solares e mutações no Astro afetam enormemente o equilíbrio da Terra em órbita. Por milagre o mundinho terráqueo se mantêm rodando, com todo seu Axé! Como se realiza este milagre?? A numerosa quantidade de corpos artificiais fotografados pelos satélites-NASA "tomando conta" de Apolo mostra que há "curadores" -- quem serão?
Os terráqueos deveriam se mostrar mais agradecidos, ou atenciosos, por não terem sido jogados "no espaço"...
gulliver1001.bravehost.com/Academica

Desejando adentrar o Rio Bonito. Nadei, nadei, nadei,
numa garganta. Quase sem ar, com um chamado,
que vinha da caverna de água. Seriam as vozes do Pan,
de uma outra época dentro da Terra?
Buscando trilhas nas antigas florestas, os Incas nos chamaram.
Nunca pensei que ficaríamos tanto tempo rastreando
o que seria um território. Tentando subir num trem da canção
os trilhos da Serramar. Ainda se pode retornar ao início, em 1990.
São Pedro, depois Boa Esperança, descendo ali na praça do alemão
em Lumiar. Depois voltei ao primeiro povoado, renovado,
já irreconhecível. Uma chance de 10 anos. Comando Galáctico.
Um pedaço de tempo, deitado nesta terra. Regressando
com o novo feixe que foi emitido, e agora está chegando,
desde o Sol Central. A girar na Galáxia.
Uma história santa.




















As toadas que traçamos no Tempo sempre voltaram,
nunca nos faltaram, memoráveis canções de umas troupes.
Das criações que tivemos. E, das heranças,
foram muitos baús recuperados, outros, naufrágios.
Choupanas, pousadas, pijamas.
Desde uma outra noite, nesta mesma noite,
hermanita italiana, você está comigo. Na memória, nada falha.
Mensagens em sínteses de lendas. Vultos de tempestades
que pairam, nas encostas dos montes, à espera,
para um dia se projetar ao mundo. A procissão das promessas
a cavalo, retornando, refazendo o leito da estrada rural.

Não há beatniks, nem mesmo em aldeias,
mas há retratos, entrevistas na rádio da cidade.
Conversas atentas na redação de pequenos jornais.
Exilados de regresso, sem mostrar documentos.
Bailes para mulheres dançar. Uma canção andante,
com mil escudeiros. Tropas dispersas prontas para subir
cada recanto da serra do mar. Uma festa do vinho.
Cânticos de Roma, contra as canções que fomos trazendo.

[Ciro Moroni Barroso, Heraclês 2012]



Novo Jornal: para Províncias e Rincões (Anos 90 na Serra Friburguense)





Os Círculos nas Plantações no Sul da Inglaterra começaram no início dos anos 90, e continuaram numerosos por 25 anos, aparecendo em outros países...
Para os desavisados, displicentes, simpletôns e inexperientes, qualquer trabalho de arte pode ser depreciado, qualquer valor desvalorizado. A revista Veja uma vez mandou avisar a seus leitores que os Crop Circles eram obra de idosos folgazões que se moviam na noite, com pranchas que amassavam as colheitas...
Os Círculos tinham tamanhos de 200-600 m., apareciam de súbito nas madrugadas, e uma espécie de pente ou garfo metálico era visto, e foi filmado, flutuando sobre os desenhos, como máquina impressora:
Isto mostra o grau avançadíssimo de suposição-da-estupidez do leitor por parte da redação-Veja...


Alguns breves recortes de Gulliver, 1992:


O texto de Gulliver, 1992 foi revisado e finalizado para nova edição. Se você tem alguma proposta editorial, deixe aqui seu recado em [comentários].









Capítulo XVI, nota 6
De acordo com Le Poer Trench, [o cientista e engenheiro] Wilberth Smith, antes de trabalhar na Radio Regulations Engineering, do Departamento de Transporte do Canadá, fora “encarregado da primeira estação de localização de discos voadores oficial do mundo, localizada em Shirley Bay, Ottawa”.
  Discursando em Ottawa, a 31 de março de 1958, Smith declarou ainda:
  “Essa gente do espaço sideral demonstrou grande paciência e compreensão para sobrepujar os preconceitos e as informações erradas que eu havia acumulado durante anos.
  “Uma das coisas mais importantes que tive de perceber foi a de que não estamos sós. A raça humana na forma do homem estende-se por todo o universo, sendo muito antiga. A sua aparência física é uma só, entre as muitas manifestações pelo caminho da evolução.
  “A nossa civilização aqui na Terra atualmente é apenas uma das muitas que já vieram e se foram. Esse planeta já foi colonizado muitas vezes por povos de outros lugares, e a nossa atual raça humana é de irmãos consanguíneos dessa gente. É de admirar portanto que estejam interessados em nós?
  “Falam-nos sobre as impropriedades de nossa Ciência, e dão-nos um fundamento básico para uma nova Ciência, que é ao mesmo tempo mais simples e contudo mais atraente do que essa monstruosidade matemática que conjuramos.
  “Novamente nos dizem que as nossas idéias científicas são erradas e impróprias, e foram feitas experiências, e em todos os casos, a Ciência estrangeira provou estar certa.”
  Esse discurso aparece em A Speech, na edição de Sep-Oct de 1963 da Flying Saucer Review. A História dos Discos Voadores (The Flying Saucer Story, Neville Spearman, 1966), Brinsley Le Poer Trench; pags. 164/68.

Como depoente dos anos 70, Le Poer Trench é nada mais do que o Conde de Clancarty, membro da Câmara dos Lordes, portanto um aristocrata digno da mais alta credibilidade pública. Assim como muitos outros autores ingleses e franceses da época, Le Poer Trench escreveu alguns livros para o público bem-educado (por suposto, com valor histórico, jornalístico) sobre os tipos humanos de outros mundos que se movimentavam discretamente em nossa sociedade, assim como haviam feito em todo o percurso histórico. Já nos anos 60, as imagens dos visitantes nada tinham a ver com "aliens", "fenômenos-ufo", seres esquálidos, etc. Era evidente o caráter civilizatório, solidário ou missionário.




Visitante do Pentágono: em 1957, num encontro com Howard Menger












Capítulo XVII, notas

obs-- Com uma importante revisão na nota 4 sobre a descrição dos habitantes do sistema solar feita pelo visitante dos satélites de Jupiter a Dino Kraspedon em São Paulo, em 1953. Dada a devida compreensão das diferenças dimensionais, ou camadas de frequência... a descrição do visitante é coerente com todas as outras, exceto com relação a "Plutão"...
thenewearth.org/kraspedon
O enigma se resolve na medida em que a descrição deste mundo deve corresponder ao décimo planeta no sistema solar mencionado nas lendas de Enki, da antiquíssima Mesopotâmia, descobertas e traduzidas por Z. Sitchin. Este planeta, denominado "Nibiru" na lenda [e na publicação de Sitchin de "décimo-segundo planeta" por causa da inclusão da Lua e do Sol na série] teria exportado seus habitantes em crise para a Terra... Eles entraram em decadência de costumes e perderam seu grau energético e evolutivo natural, vindo para a Terra (no tempo atlante) como "anjos decaídos", e como senhores semi-deuses, semi-humanos, da tribo dos Anun... E como tal aparecem nas lendas mais antigas, pré-diluvianas, da Mesopotâmia. Seu planeta não seria visível, nem teria massa gravitacional em nossa frequência atual.


(1) Segundo esse visitante, as atmosferas sutís de Urano e Netuno têm propriedades de produzir reações positivas à radiação solar, de um tipo fosforescente, de modo a intensificar essa radiação e manter o aquecimento. A invisibilidade da continuidade etérica da matéria se somaria com isso à discrepância dimensional para tornar incongruentes com o relato do visitante, as leituras desses mundos feitas por nós. Contatos com os Discos Voadores, Dino Kraspedon; caps. 2 e 11.
(2) Uma nave estrangeira, com um piloto que afirmou ser proveniente da Esfera marciana, pousou perto de Lossiemouth, na Escócia, a 18 de fevereiro de 1954, depois de sobrevoar por três vezes a região. O piloto, de costas, e a nave foram fotografadas por Cedric Allingham (as fotos e a carta de uma testemunha aparecem em O Livro Branco dos Discos Voadores, tábuas 22 e 23). Essa nave trazia três esferas sob a base e tinha semelhança com a nave dos amigos venusianos de Adamski, o que causou repercussão, num momento em que as fotos do californiano eram contestadas. Flying Saucers From Mars, Cedric Allingham, 1954, Frederick Muller, London.
   Seres que se apresentaram como provenientes de Urano, desenhando no solo sete círculos em torno do Sol, desceram diante do topógrafo José Higgins, no interior do Paraná, a 23 de julho de 1947, convidando-o para um passeio, que ele declinou. A imagem deles corresponde à descrita pelo viajante jupiteriano, com mais de dois metros de altura, robustos, olhos grandes sem sobrancelhas, cabelos ralos alourados e sem barba. Eles vieram em quatro naves e traziam trajes transparentes inflados sobre uma outra vestimenta leve, com caixas metálicas nas costas. A descrição de suas naves corresponde à da Ilha de Trindade, com 30 metros de diâmetro. Segundo Higgins, falavam “uma língua sonora e bonita”. O topógrafo ficou a observá-los por meia hora, enquanto eles brincavam, fazendo ginástica, dando pulos e jogando enormes pedras. Ao partir colheram laranjas. No desenho que fizeram de nosso sistema, o Sol foi apontado como “Alamole”, e Urano como “Orque”. As Chaves do Mistério, João Martins, 1979, Hunos Editorial, R.J.; sétima reportagem; e The Spacemen Threw Stones, APRO Bulletin, May/1961, Tucson, AZ.
   O livro de João Martins é uma coletânea de suas excelentes reportagens publicadas na revista O Cruzeiro ao longo do ano de 1954. Na reportagem referente à edição de 11 de dezembro, a conferência sobre os discos voadores proferida pelo Coronel João Adil Oliveira, Chefe do Serviço de Informações do Estado-Maior da Aeronáutica brasileira, na Escola Superior de Guerra. Também publicado pela Hunos Ed., 1979, o livro de Fernando Cleto Nunes Pereira, Sinais Estranhos, onde aparece (pag. 46) a foto da bela mulher de olhos grandes e lábios grossos tirada por João Martins no 1º Congresso Mundial de Discos Voadores de 1955, em Monte Palomar, California, com a presença de George Adamski. Ao que tudo indica a mulher é uma missionária da Segunda Esfera flagrada em pleno Congresso.
3) Uma demonstração de aparente sadismo gratuito por parte de estrangeiros é registrada por Leonard Stringfield, em seu Situação Alerta, pags. 213/14. Uma nave na forma de “nabo” se aproximou da carreta dirigida por Eddie Webb, na manhã de 6 de outubro de 1973, ao longo da estrada I-55 na West Virginia, lançando sobre o motorista um “jato de fogo”, quando ele pôs a cabeça pela janela para olhar. Webb ficou cego por vários dias, embora tenha se curado num hospital ao final.
4) Ao final da primeira série de encontros entre o visitante jupiteriano e Dino Kraspedon, que foram ainda recheados de observações agrícolas, de costumes, políticas, espirituais e metafísicas, um novo encontro foi marcado, também num ponto central de São Paulo, entre os dias 14 e 17 de novembro de 1956, se é que o terreno pudesse lá comparecer, senão, em 1959. Contato com os Discos Voadores, caps. 2, 8 e 11.
   É impossível a presença dos “habitantes de Plutão”: a não ser que este planetóide estivesse em órbita de Saturno, ou Netuno, à semelhança da descrição para Io e Ganimedes. O narrador transcreve um tamanho para Plutão comparável ao da Terra (tal como nossa astronomia previa até meados dos anos 1950). A propriedade fosforescente do envoltório seria a justificativa para sua habitabilidade. Nos anos 1970, os astrônomos conseguiram determinar a massa de Plutão como sendo de apenas 0,2% o equivalente da Terra. A idéia de um planeta que estaria além de Netuno, trazida por Lowell em 1906, cuja massa estaria influenciando a órbita de Netuno, não foi confirmada nos anos 70; e nem Plutão foi descoberto seguindo-se esta suposição gravitacional... Tombaugh descobriu Plutão em 1930, na sequência de uma pesquisa telescópica nos confins do plano orbital do sistema. O planetóide foi descoberto com órbita de 17º com a Eclíptica e cruzando sobre a órbita de Netuno. Os astrônomos supõem que Plutão ainda não alcançou órbita estável. Seu diâmetro é 2.374 km, menor que a Lua (3.475 km). Plutão tem uma enigmática lua, Caronte, que tem metade de seu diâmetro, formando os dois corpos um volume comparável ao da Lua da Terra. Assim como esta, Caronte sempre tem a mesma face voltada para Plutão.
   Sendo os raios dos planetas Terra e Marte, conforme transcritos pelo narrador, bastante próximos aos valores medidos pela astronomia recente, o tamanho indicado para Plutão é inteiramente inaceitável... É difícil entender como, a não ser levando em conta erros na transcrição, Plutão poderia ser tirado do Sistema Solar e “vagar até cair na constelação mais próxima”. Da mesma forma, uma suposta “aproximação” de um segundo Sol, para se associar ao primeiro, só faria sentido se fosse em termos frequenciais, a partir de camadas diferentes; não como aproximação no espaço cartesiano homogêneo. A menção ao segundo Sol deve ser corresponder à futura vida solar de Júpiter, anunciada por algumas fontes (por Klarer em Beyond The Light Barrier, epílogo).
   Por sua vez, dado que as indicações do narrador sobre os outros planetas conhecidos e seus habitantes têm recebido confirmações (desde que se considere variações dimensionais, como deve ser o caso para Mercúrio, Uranus, Netuno), a descrição do que seria “Plutão” pode significar um outro planeta, externo a Netuno, porém dimensional (correspondente às lendas do “planeta X”, “décimo-planeta”, etc).
   Numa mesa redonda organizada pela SBEDV em 27 de agosto de 1957, Kraspedon afirmou: “Somente poucas pessoas tiveram a coragem de vir a público e contar as coisas que com elas aconteceram... Eu conheço físicos, psiquiatras, engenheiros e inclusive dois eclesiásticos que tiveram contatos diretos com os tripulantes (dos discos). Os dois eclesiásticos, dada a sua condição, não se prestariam nem ao ridículo nem à mentira. Eles vão mais além e dizem que visitaram outro planeta e trouxeram 86 fotografias. Podem eles vir a público? Não...” Boletim Inform. da SBEDV, mar/1960.























a primeira versão dos "registros de descoberta da esfera terra" foi feita na boa esperança do córrego são domingos, no ano indicado de 1992... ainda no tempo da datilografia.
naquele momento, não havia nenhuma indicação de que o planeta resistiria por muitos anos às mutações no sol e no sistema solar...






















e nem que os diretores da cena ficariam por muitos anos ainda protegendo a terra de seus movimentos naturais e protelando a transição energética astrofísica... [veja na página seguinte]